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Ecos de Outros Lugares

Embora Recife seja o fio condutor deste fotolivro, o olhar do fotógrafo não se limita a uma só cidade. Em viagens, outros cenários urbanos revelaram a mesma tensão entre pressa e permanência, entre caos e beleza. Esses registros, mesmo fora do Recife, dialogam com a mesma linguagem: destacar o que resiste em meio ao turbilhão da vida moderna.
Chamamos de bônus, mas são mais que isso: são extensões do mesmo gesto, fragmentos de uma busca contínua por poesia nas ruas. Ao atravessar mercados, fachadas e passagens em cidades distantes, a lente reafirma que o caos é universal — e que sempre haverá cores, detalhes e memórias capazes de nos devolver a esperança.

AD Bônus Introdução
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O Azul que Resiste

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LOCAL DA FOTO

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O Mercado de Ferro, no coração de Belém, ergue-se como um guardião de ferro e memória, tingido de azul escolhido pelo próprio povo que o frequenta. Diante dele, a pressa passa borrada — motos, passos, vidas — enquanto sua estrutura centenária permanece firme, testemunha de feiras, vozes e rios de gente. Há na cena um contraste que fala da mente em turbilhão: quando tudo corre rápido demais, é preciso ancorar o olhar no que resiste. O mercado, cartão-postal da Amazônia desde 1901, não é apenas arquitetura; é corpo vivo, onde cores, cheiros e histórias lembram que, mesmo em meio ao caos, a vida insiste em florescer.

AD Bônus O Azul que Resiste
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 O Vermelho da Chuva

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LOCAL DA FOTO

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No Ver-o-Peso, a chuva desce como um manto espesso, lavando barcos, pássaros e ruas. Em meio ao cinza encharcado, um prédio antigo irrompe em vermelho vivo, lembrando que até nas tempestades mais densas a cor pode resistir. Os urubus imóveis no cais parecem guardiões silenciosos desse instante, onde o tempo abranda o ritmo da feira e devolve à paisagem um tom quase místico.
A cena é metáfora da mente em dias de tormenta: quando tudo parece pesado, chuvoso, sem horizonte. O vermelho, porém, insiste em existir — firme contra a maré, lembrando que até na tempestade há força e intensidade capazes de sustentar. Assim como o mercado, que atravessa séculos e aguaceiros, também nós podemos permanecer, transformando a fúria da chuva em memória de resistência.

AD Bônus O Vermelho da Chuva
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O Amarelo da Travessia

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LOCAL DA FOTO

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No sopé do Elevador Lacerda, em Salvador, um homem caminha com passos largos, o corpo atravessado por varas que parecem asas improvisadas. Sua camisa amarela acende no meio da cena em preto e branco, como farol que conduz o olhar e rompe a monotonia da paisagem. Ao fundo, o prédio antigo guarda o peso da história, mas é a figura em movimento que dá vida ao instante.
A imagem fala da coragem de seguir mesmo quando a carga é grande. O amarelo, vibrante, transforma esforço em sinal de vitalidade. Como quem enfrenta o cansaço da mente e ainda encontra força para avançar, esse homem traduz a superação cotidiana: não é apenas passagem, é resistência em marcha. Salvador, com sua mistura de concreto, mar e povo, ensina que cada travessia é também um ato de reexistir.

AD Bônus O Amarelo da Travessia
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Entre Liberdade e Paraíso

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LOCAL DA FOTO

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Na Bela Vista, em São Paulo, um jovem cruza a rua com passos apressados, a mochila vermelha acesa nas costas como sinal de vitalidade em meio ao cinza da cidade. Acima dele, as placas indicam caminhos simbólicos: Liberdade à esquerda, Paraíso à direita. O bairro, conhecido como Bixiga, nasceu da mistura de imigrantes italianos, afro-brasileiros e artistas que moldaram sua identidade popular e cultural.
A fotografia ecoa essa travessia: entre escolhas e contradições, entre a boemia e a fé, o teatro e a festa, a pressa e a pausa. O farol vermelho impõe limite, mas também lembra que até no caos urbano há direção. Assim como a Bela Vista, que resiste e se reinventa, a vida segue marcada por bifurcações — e em cada uma delas, a beleza insiste em se revelar.

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